quarta-feira, fevereiro 01, 2006

O Homem Que Matou Getúlio Vargas


Terminei de ler esse livro segunda passada. Iniciei a sua leitura em meados de 2005. Naquela época não lembrava (e ainda não lembro) quando havia lido o meu último romance. Devido às atribulações cotidianas acabei por deixá-lo de canto. No começo desse ano, retomei a leitura do início pois não tinha marcado onde tinha parado.
De fácil leitura, com trechos engraçados, outros nem tanto, alguns um pouco forçado. Talvez o problema estava comigo que na pressa de minha leitura queria encontrar algo mais parecido com o Xangô de Baker Street, romance policial do mesmo autor, o qual li há uns 10 anos atrás. E olha que na capa está escrito biografia. Sim, o livro trata da suposta biografia de um super treinado matador, que deseja exterminar todos os ditadores do mundo: Dimitri Borja Korozec. Apesar de habilidoso, Dimitri é muito atrapalhado, o que lhe dificulta a execução de seus intentos.
Algumas piadas se repetem em relação ao Xangô, como as envolvendo etimologia das palavras e invenções.
Jô se mostra bastante criativo nessa salada de famosos aos quais fazem parte direta ou indiretamente das histórias da biografia de Dimitri, entre eles:
Arquiduque Francisco Ferdinando, Mata-Hari, Marie Curie, Pablo Picasso, Guillaune, Apollinaire, Jean Cocteau, Erick Satie, Modigliani, Lenin, Fernando Pessoa, Aleister Crowley,
Mary Pickford, Douglas Fairbanks, Lillian Gish, Getúlio Vargas, Al Capone, Franklin Delano Roosevelt, Plínio Salgado, Péricles Andrade Maranhão, e talvez outros que eu tenha passado batido.
Um livro interessante mas não considero algo excepcional.

Ficha da obra

Editora: Companhia das Letras
ISBN: 85-7164-8395
Ano: 1998
Edição: 2
Número de páginas: 342
Acabamento: Brochura

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2 comentários:

Miguel Galves disse...

O que é legal nos livros do Jô (pelo menos aqueles que eu li, ou seja, O Xango de Baker Street e O Homem que matou Getulio Vargas) é a forma como ele mistura realidade e ficção, e como ele insere seus personagens em acontecimentos reais, ou invenções, ou coisas do genero (no momento me vem a cabeça a criação da Caipirinha pelo Dr. Watson).

capitanio disse...

Concordo Miguel. Também li somente esses dois livros. É tão interessante essa mistura de ficção e História que em certas vezes eu fiquei na dúvida se a personagem existiu ou não. Isso acontece quando essas personagens não são familiares ao leitor. Por exemplo os atores: Mary Pickford, Douglas Fairbanks, Lillian Gish; ou mesmo o desenhista Péricles Maranhão. Além do mais existem um monte de personagens não reais que você fica pensando: quem é esse??
Ah!! Fiquei o livro inteiro pensando que Mata-Hari era ficção: quanta ignorância!!!! Lendo e aprendendo...